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Praça Capital - Lojas e Salas Comerciais - SIA

A Brasal Incorporações e a Odebrecht Realizações Imobiliárias apresentam: PRAÇA CAPITAL.

VIVA Arquitetura de Lazer - Samambaia

O conceito de bem-estar, comodidade e conforto criado pela Brasal chega a Samambaia.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

OAS e a contrução da Arena do Grêmio

Segue em ritmo intenso os trabalhos na construção da futura casa do Grêmio orçada em R$ 400 milhões, deste valor, 55% será bancado pela OAS. Na parte da cobertura, a OAS já deu início à colocação do telhado que abrigará os torcedores e espectadores da Arena Tricolor. 

O sistema escolhido, chamado “ROOF Termo Isolante”, considera uma telha metálica do tipo trapezoidal (no formato de ondas), sobre a qual será utilizada uma lã de isolamento com 63,5 mm de espessura, e mais uma telha superior zipada – que fará a união dessas camadas. “Esse sistema serve para proteção acústica e isolamento térmico nessa estrutura”, explica o presidente da Grêmio Empreendimentos, Eduardo Antonini.  

A cobertura inclui ainda a colocação de uma borda interna feita de policarbonato alveolar azul. Além da função estética, esse detalhe permitirá a passagem de luz para o campo. A previsão para a conclusão de toda a cobertura, que terá todas as suas camadas finalizadas ao mesmo tempo, é para o final de outubro.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O Campus Espaçonave da Apple

Em uma cruzada para transformar em realidade um dos últimos sonhos de Steve Jobs, a Apple tenta convencer a prefeitura e os moradores da pequena Cupertino, na Califórnia, da sustentabilidade de seu novo – e ambicioso – campus na cidade, projetado para transmitir em sua arquitetura os valores da companhia.
 
Espaçonave - Comparado a uma espaçonave pelo próprio Jobs, o campus terá o formato circular e ocupará cerca de 40 hectares, adquiridos da Hewlett-Packard (HP) em 2010, em uma negociação estimada em 300 milhões de dólares. Ele abrigará 12.000 funcionários da empresa, será coberto por painéis solares e contará com 6.000 árvores em seus arredores.

O campus também terá um auditório para 1.000 pessoas, onde serão realizadas as apresentações de novos produtos da Apple. Apesar da ousadia do projeto, o campus não será aberto ao público.

Segundo a rede americana CNN, as maiores preocupações dos moradores da cidade de 58.000 habitantes são o tráfego adicional de veículos e o impacto ambiental decorrentes do grandioso empreendimento. A Apple responde que tais problemas estão sendo levados em conta e que o projeto será sustentável e que deverá ser concluído apenas em 2015.

Segundo o autor da biografia oficial de Jobs, Walter Isaacson, o fundador da Apple esteve intimamente envolvido com o projeto. “Quero um campus que expresse os valores da companhia por gerações”, teria dito Jobs para Isaacson.

Prédio mais alto do Brasil terá 85 andares e 350 m

O prédio, que deve ser construído em Belo Horizonte, capital mineira, será chamado de Complexo Andradas e fará parte de um conjunto de empreendimentos com arena poliesportiva, hotéis e vai ocupar uma área localizada ao longo do rio Arrudas, que corta parte do centro da capital mineira. 
O projeto deve custar R$ 2 bilhões e será o maior prédio da América Latina com seus 350 m de altura e 85 andares, segundo o escritório de arquitetura Farkasvölgyi,de Bernardo Farkasvölgyi, autor do projeto.
Terreno escolhido e investidores nacionais e internacionais analisando o projeto, que deve estar concluido em 10 anos.

Fonte: Terra

Dois Edifícios ligados por uma piscina ( lá no alto )


Os arquitetos contemporâneos têm se aproveitado cada vez mais das piscinas para dar mais ousadia a seus projetos. Os profissionais do escritório americano Moshe Safdie, no entanto, foram mais longe e criaram um tanque que foge totalmente dos padrões para este complexo de duas torres, que será construído em Cingapura. Os edifícios de 38 andares serão interligados por uma ponte que é, na verdade, uma piscina de borda infinita. Batizado de Sky Habitat, o conjunto residencial deve ser inaugurado em 2016.

Além da ponte “molhada”, duas outras passarelas comuns também permitirão que os moradores atravessem de uma arranha-céu para o outro. Uma ficará no 14º andar e a outra, no 26º. Quem tiver medo de altura, mas quiser dar um mergulho, poderá optar pela piscina no térro, na área de lazer. De acordo com os arquitetos responsáveis, o condomínio de luxo terá cerca de 500 apartamentos, que variam de um a quatro dormitórios. As menores unidades terão 63 m² e as mais amplas, 280 m².
Ficou interessado. Veja então uma lista das 10 piscinas mais incríveis do mundo publicada pela Casa e Jardim

Fonte: Casa e Jardim

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pintar telhado de branco não assegura o conforto térmico


Contrariando as usuais dicas de sustentabilidade, um estudo realizado na Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo) mostra que pintar o telhado de branco não resolve a longo prazo problemas de conforto térmico nem contribui para reduzir as ilhas de calor.

O problema é que as tintas imobiliárias são suscetíveis ao crescimento de fungos escuros. Atacado por micro-organismos, o telhado volta a absorver a mesma quantidade de calor devido à cor.

"Nossos estudos mostraram que o início da colonização ocorre já nas primeiras semanas após a pintura, mas os efeitos visíveis a olho nu começam a ser observados a partir do primeiro ano", explica Márcia Shirakawa, responsável pela pesquisa. 

Mesmo com biocida, usado para impedir o crescimento de micro-organismos, as tintas perdem essa capacidade porque o produto é retirado da superfície por ação da água de chuva conforme o tempo de exposição.

"O crescimento de fungos foi superior nas tintas expostas na cidade de São Paulo do que em Belém do Pará", afirma a pesquisadora.

Possivelmente isso acontece pela poluição atmosférica da capital paulista, avalia.

As tintas podem ficar bastante comprometidas antes de três anos de exposição, o que obrigaria à frequente manutenção do telhado.

Para resolver a questão, há outras opções. "É possível usar o sombreamento da unidade habitacional, soluções de isolamento térmico, tetos frios e telhados verdes", cita Vera Hachich, conselheira do CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável). 

Telhado verde foi a solução usada nas torres Rochaverá para melhorar o conforto térmico, zona oeste de São Paulo
Fonte: Folha.com

Rejunte de azulejos. Qual o melhor?

A dúvida sobre qual rejunte utilizar na hora de assentar seu piso ou revestimento de parede é bastante comum. É um item de grande preocupação para quem está fazendo uma obra ou reforma porque é muito irritante investir em um piso de boa qualidade e o rejunte deixar o resultado final com aparência feia e maltratada.

Como definição, o rejunte é um material cremoso a ser aplicado em juntas de peças de revestimento (de variados tipos), com a intenção de impermeabilizar e proteger a lateral dessas peças, além de evitar frestas no material. No entanto existem alguns tipos diferentes de rejunte uma grande variação dependendo do tipo de material utilizado.

Há, por exemplo, algumas opções para pisos cerâmicos, mas mosaico de vidro e mármore exigem outros tipos de rejunte. As dimensões da espessura do rejunte também variam bastante em função das instruções de assentamento de cada tipo de produto.

Iremos citar abaixo os tipos mais comuns de rejunte existentes no mercado e suas aplicações. Caso pretenda utilizar um material diferente dos citados, sugerimos fortemente uma pesquisa a respeito junto ao fabricante do material a ser aplicado.

Rejuntes de Cimento

Lixado: orejunte lixado está entre os mais comuns do mercado e é composto de diversos materiais, entre eles areia e cimento. Embora apresente grande resistência uma vez curado, ele absorve sujeira e, assim, mancha. Para evitar que isso aconteça, utilize sempre um impermeabilizante pouco após a instalação.

Por conter areia, o rejunte lixado também pode riscar o material de revestimento na hora da colocação, dependendo do tipo de acabamento. Caso esteja assentando ladrilhos de mármore branco polido, por exemplo, não utilize esse rejunte porque ele pode acabar marcando as peças.

É perfeitamente indicado para uso com pedras rústicas, cerâmicas, cerâmicas vermelhas (lajotão), ladrilhos hidráulicos e outros.
Não lixado: o rejunte não-lixado é basicamente o mesmo citado anteriormente, mas sem areia, o que o torna ideal para preencher frestas menores e materiais suscetíveis a riscos. Também é recomendada impermeabilização do material.

O rejunte não-lixado também é conhecido como “rejunte de parede”. Pode ser utilizado para cerâmicas, cerâmicas finas, pedras com acabamento (mármores e granitos que não estejam brutos) e outros.

Rejunte com látex

O rejunte com adição de látex é similar ao produto de cimento, mas é acrescido de látex ou impermeabilizante similar já em sua composição. A adição do látex ou de elementos similares faz com que o material seja mais resistente às manchas e mantenha sua cor por mais tempo.

A maioria dos grandes fabricantes de argamassas já formulam os rejuntes comercializados em pó com impermeabilizantes e fungicidas, o que facilita a vida do aplicador.

Pode ser utilizado em cerâmicas, pedras, pedras finas e diversos materiais (verifique na embalagem as indicações de uso, pois muitas vezes o fabricante possui subtipos derivados de um produto básico para aplicações específicas).

Rejunte epóxi

O rejunte epóxi é feito com resinas epóxi, um material similar ao plástico. Geralmente vem dividido em duas partes: a resina epóxi e o endurecedor, que devem ser misturados no momento da aplicação.

A vantagem do rejunte epóxi é a grande resistência a manchas e mofo, alem da maior facilidade para limpeza no dia a dia. No entanto, tende a ser bem mais caro do que os outros tipos de rejunte e sua aplicação é mais difícil. Por isso, certifique-se de que o assentador ou pedreiro sabe o que está fazendo, do contrário a aplicação será bastante demorada e o próprio material poderá acabar manchando seu piso.

É indicado para uso com cerâmicas, algumas pedras, ladrilhos, porcelanato e outros.

Rejunte Furan

O rejunte Furan é um rejunte industrial de alta resistência, feito com polímeros e raramente utilizado em residências. Seu emprego é bastante comum na indústria alimentícia, em cozinhas industriais, frigoríficos e locais dessa natureza. Sua aplicação é mais complexa e requer mão de obra especializada.

Rejunte com argamassa de assentamento

Alguns materiais como pastilhas e mosaico de vidro não são assentados com um material e depois rejuntados com outro, como acontece com a maioria das cerâmicas, por exemplo. O próprio material de assentamento -ou seja, a argamassa- deve ser utilizada para o rejuntamento das peças.

É importante, quando for utilizar esse tipo de material, que haja mão de obra especializada, que já tenha feito esse tipo de trabalho anteriormente. A colocação e rejuntamento desses produtos é bastante diferente do assentamento tradicional de cerâmicas.

Outras opções

Existem alguns outros tipos de rejunte, bem mais incomuns, que não valem a pena serem citados aqui. Mas evite qualquer tipo de rejunte feito em obra, pois os materiais industrializados possuem vida útil mais longa e maior resistência a manchas e fungos.

Como limpar o rejunte existente?

Existem algumas maneiras de se tratar o rejunte manchado ou com fungos. A mais radical é utilizar uma chave de fenda para arrancar a superfície do material e realizar uma nova aplicação.

Mas para uma forma caseira mais prática e corriqueira é o uso de detergente de lavar louça para lavar bem e desengordurar, seguido de uma aplicação de cloro (água sanitária) para limpeza e remoção dos fungos.

Também é possível utilizar um dos diversos produtos que recentemente invadiram o mercado com este fim. Eles podem ser encontrados nos grandes supermercados ou lojas de material de construção.

Fonte:

Rodrigo Marcondes Ferraz Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz são arquitetos formados pela FAU-USP e sócios do escritório Forte Gimenes Marcondes Ferraz (www.fgmf.com.br) para UOL

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vou construir e quero uma casa livre de infiltrações; quais cuidados devo tomar?

Pé de parede danificado por infiltração de água vinda do terreno e fundações. Entre os baldrames e as paredes da construção deve ser aplicado um isolamento
A resposta está na impermeabilização, que é um aspecto muito importante de quase todas as construções. Responsável por manter a estanqueidade (ou seja, por deixar a sua moradia seca, livre de infiltrações) é uma questão básica de obra, e sempre requer muito cuidado e atenção.

Há um número enorme de produtos e técnicas diferentes que podem ser utilizados para fins de impermeabilização. Seu uso correto varia conforme o local a ser impermeabilizado, a técnica construtiva e a exposição da área à umidade, entre muitos outros aspectos. A avaliação da correta impermeabilização, desde a escolha do produto até a técnica de aplicação, deve ser feita por pessoal especializado.

Existem muitos tipos de impermeabilização em uma obra. Vamos tratar de um panorama geral dos locais em que se deve ter mais cuidado, para ajudá-lo a entender com que aspectos você deve se preocupar em seu projeto ou reforma.
 
Fundações – A impermeabilização não é coisa só de cobertura, como muitos acreditam, e deve ser realizada já nas fundações. Existem diversas técnicas e produtos, mas o básico é que deve haver algum isolamento entre os baldrames (as vigas da fundação) e as paredes da construção.

Como a água tende a descer muita gente nunca pensa nisso, mas existe um fenômeno chamado capilaridade, que é a capacidade da água de subir um pouco pela terra e pela parede, por conta de aspectos microscópicos dos materiais que os compõem. Muitos daqueles problemas de pé de parede, o famoso rodapé esverdeado, são causados por problemas de impermeabilização nas fundações. É claro que o tipo de impermeabilização varia conforme o sistema de fundações, mas é sempre necessário.
 
Piso – Grande parte de nossas construções são térreas e o piso do térreo está apoiado direto no terreno. Alguns cuidados devem ser tomados ao se executar o lastro, que é a camada de concreto em que o contrapiso e piso serão aplicados. O mais básico deles é sempre colocar uma camada de brita com um pouco de areia antes de realizar o lastro. Essa camada de pedras age como um separador entre o concreto e a terra, isolando o piso de um ambiente úmido que poderia trazer problemas.
 
Fachadas – As paredes das fachadas estão constantemente sendo testadas pela água, com as chuvas de vento. A mais solicitada é a da face sul porque, como recebe menor incidência de sol, tende a ficar úmida por mais tempo depois de uma chuva. Contudo, maioria das fachadas não requer impermeabilização: uma pintura acrílica, aliada à composição da parede, resolve a estanqueidade.

No entanto dependendo do material com que a fachada foi construída, uma impermeabilização 
simples, à base de pinturas especiais, garante a estanqueidade e boa aparência: é comum encontrarmos algumas fachadas em que, por debaixo da pintura, todos os blocos de concreto estão marcados, e você é capaz de vê-los nitidamente, o que cria um aspecto muito feio. Essas paredes requerem impermeabilização para garantir a separação entre os blocos e a massa.
 
Áreas Molhadas – As áreas molhadas de sua residência são a área de serviço, cozinha e banheiros, isto é, os espaços sujeitos a receber grandes quantidades de água no dia a dia, seja por conta do banho ou por uma lavagem de piso. Em um apartamento ou sobrado, essa questão pode se tornar uma grande dor de cabeça quando as proteções são mal feitas.
 
Existem muitos produtos para se utilizar nessas áreas, sendo os mais comuns a manta asfáltica, elastômeros e muitos tipos de pinturas impermeabilizantes.

O que se deve ter em conta na hora de aplicar esses produtos, que ficam sob o piso, é a correta aplicação segundo as instruções do fabricante, e estender a aplicação até uma certa altura das paredes. 

O ponto de encontro entre o piso e paredes sempre é um local que requer especial cuidado na aplicação de produtos impermeabilizantes.
 
Coberturas – A maior preocupação nesse item é referente às lajes. Existem, é claro, cuidados para telhados, como as mantas isolantes de cobertura entre outras opções de tratamento para melhorar o desempenho do seu teto. Mas, no caso das lajes, a impermeabilização é um aspecto indissociável da composição.

Existem muitos produtos para impermeabilizar a laje, desde o piche até os produtos mais modernos, como a manta Alwitra, por exemplo. O mais comum, no Brasil é a manta asfáltica, que vem em rolos e deve ser aplicado com primer e maçaricos, além de muitos outros cuidados.

Há muita variedade de produtos e técnicas de impermeabilização. O uso correto varia conforme
o local a ser impermeabilizado, a técnica construtiva e a exposição da área à umidade

Sempre vale a pena contratar um especialista para fazer essa aplicação, pois um pequeno furo durante execução pode comprometer toda a área e será difícil localizar o problema. E como não é um material barato, vale gastar um pouco mais com a mão de obra para não ter problemas depois.

Preste muita atenção nas questões de impermeabilização. Caso esteja se sentindo perdido, procure um especialista. Os grandes fabricantes geralmente têm uma equipe técnica de qualidade pronta para ajudar na especificação correta dos produtos e esclarecer dúvidas de aplicação, gratuitamente.

Água dentro de casa, no chão, no teto ou no piso, estraga seus acabamentos, traz umidade, desconforto e até doenças.  Evite o problema a todo custo!

Rodrigo Marcondes Ferraz
Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz são arquitetos formados pela FAU-USP e sócios do escritório Forte Gimenes Marcondes Ferraz (www.fgmf.com.br)
Uol Casa e Imóveis

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Forno a lenha ganha espaço em projetos de varanda gourmet



ESSA ÁREA GASTRONÔMICA projetada pelo arquiteto Helio Biancalana e pelo engenheiro José Alberto Mendes possui churrasqueira, fogão e forno a lenha de alvenaria revestidos com argamassa texturizada pintada de amarelo. O espaço de 100 m² tem fechamento de vidro para maior aproveitamento.

Na varanda desta casa em Alphaville, a arquiteta Cris Negreira criou um espaço para receber os amigos à beira da piscina em qualquer momento – para um churrasco durante o dia ou mesmo uma “pizzada” à noite. Por isso, instalou a churrasqueira e o forno a lenha (Chama Bruder) ao lado de uma pia de apoio, bancada e uma pequena geladeira.
Se eu fosse arquiteto minhas casas seriam planejadas em torno da cozinha. A frase é do escritor Rubem Alves, publicada no Correio Popular, em março de 2000. Para o autor, “o limpíssimo e apagado fogão à gás tomou o lugar do velho fogão de lenha. As cozinhas, agora, são extensões da sala de visitas. Mas isso é só para enganar. A alma delas continua a morar nas cozinhas velhas, agora transferidas para o quintal, onde a vida é como sempre foi. Lá é tão bom, porque é como já foi.”

Esse é um retrato fiel do caminho trilhado pelas casas brasileiras em busca do aconchego perdido. A tecnologia ganhou as cozinhas e, em plena era digital, o rudimentar forno caipira, criado há mais de 300 anos, mais do que nunca encanta os gourmets.

Além de ser uma forma de reunir em torno do fogo e nos aproximar do passado sem grandes esforços, a lenha garante um sabor diferenciado ao alimento. O calor uniforme produzido em seu interior faz as carnes ficarem mais úmidas e o cheiro do pão assando ou da pizza saindo quentinha do forno a lenha é de dar água na boca.

Esse acessório, típico das cozinhas da fazenda, pode ser incluído na área gourmet ou mesmo em uma varanda, ao lado da tradicional churrasqueira, resgatando o clima dos tempos antigos e tornando o ambiente o mais importante da casa. Inspire- se, a seguir, em três projetos de áreas externas nos quais o forno a lenha confere todo o seu charme rústico.

Veja mais AQUI

Caminhos para seu jardim

Os jardins não apenas enfeitam a casa trazendo a natureza para mais perto de sua família, mas também são terapêuticos por proporcionarem contato com plantas e animais. Para diminuir o impacto dos passos sobre o gramado os caminhos para o jardim são a solução já que as pessoas são orientadas em sua caminhada. Separamos dicas para combinar elementos para deixar o passeio ainda mais agradável.

Selecione pedras de quartzitos de São Tomé em uma variedade aleatória de tamanhos e formas, depois os disponha sobre a grama. A dica para assentar as pedras é colocá-las sobre o gramado e conseguir fazer o desenho que melhor se encaixa em seu espaço, espalhar areia sobre as pedras, deixando que ela transborde pelas beiradas e marcar o lugar onde ficarão as pedras. Depois retire as pedras, cave o gramado e recoloque-as.

Os caminhos assim dispostos ao nível do solo são mais seguros nos casos em que o jardim é pouco iluminado ou não possui iluminação, já que sem mudanças bruscas de nível há menos chances de acidentes. A simples combinação de materiais diferentes pode criar texturas que tornam as passagens entre árvores e flores ainda mais interessantes. Caso haja desnível no terreno, crie uma sutil escada usando blocos de arenito rosa (40 x 40 cm) e envolva o entorno com cascas de pinus para dar uma atmosfera outonal ao jardim.

Fonte: BBel UOL

Como resolver o teto da casa? Quais são os materiais indicados para usar no forro?

Os forros não são necessários em todas as obras. Mas cada vez mais têm sido utilizados, pois facilitam bastante as instalações elétricas e luminotécnicas, além de muitas vezes auxiliarem bastante nas questões térmicas e acústicas.

O forro pode ser instalado sob virtualmente qualquer cobertura, das formas mais diferentes possíveis. Algumas vezes ele pode receber um papel de protagonista, como quando ele é recortado por sancas de luz ou é inclinado ou curvo.

Existem muitos tipos de forros e é uma questão importante saber quais as possibilidades existentes para poder escolher o que mais se adapta a sua obra. Para auxiliá-lo em sua escolha, passaremos brevemente por alguns dos tipos mais comuns. O álbum de fotos em anexo ilustra muito bem esses diferentes materiais e aplicações, então vale à pena conferi-lo!

Forros de Gesso

Os forros de gesso estão entre os mais comuns de se encontrar em obras pelo Brasil atualmente. Ele é bastante prático e rápido de fazer, e existem muitas empresas e autônomos especializados no assunto.

O sistema consiste de uma superfície de gesso presa por arames à cobertura ou a uma estrutura intermediária de forma que, por baixo, o usuário veja apenas um plano liso. O forro de gesso está basicamente dividido em duas grandes opções: o forro em placas e o forro de drywall.

O forro em plaquinhas, mais antigo, costuma ser ligeiramente mais barato, mas é aquele tipo de forro de gesso conhecido pela grande quantidade de sujeira que gera durante sua execução. O forro em plaquinhas também é mais pesado do que o forro de drywall, além de possuir mais arames de sustentação, por conta da pequena dimensão das placas que o compõem. O perfeito alinhamento entre as placas também demanda um ótimo instalador.

O forro de drywall é executado com grandes placas de gesso que vêm envolvidas em um papel similar ao kraft. Esse tipo de forro, que ganha cada vez mais mercado, tem uma tecnologia maior do que o tradicional forro de plaquinhas. Seu sistema de aplicação é bem mais limpo também. Há uma facilidade maior para executar forros curvos e detalhes dessa natureza no teto. O sistema é o mesmo utilizado para fazer paredes.

Uma vez instalado, o forro de gesso pode ser facilmente furado para instalação de luminárias, pode receber qualquer tipo de pintura e detalhes quaisquer.

Forros de madeira

Existem os clássicos forros de madeira prontos, que muitos conhecem por lambri (na realidade lambri é um tipo de revestimento para as paredes) e que são de instalação simples: as ripas vêm com um encaixe do tipo macho e fêmea e devem ser pregados ou parafusados a distâncias regulares, numa estrutura de madeira auxiliar, ou diretamente na laje. Existem vários tipos de madeira e acabamentos para esse tipo de forro, e ainda é possível realizar variações com vernizes e tintas.

No entanto os forros de madeira incluem também os forros de madeira projetados, ou seja forros de madeira diferentes, em ripas, curvos, em placas, em OSB, ou qualquer possibilidade que o projetista desejar. Nesses casos de forros sob medida, é interessante conversar longamente sobre os detalhes de acabamento e fixação com o marceneiro que for executar. Existem interessantes variações de forros de madeira no álbum de fotos.

Forros metálicos

Os forros metálicos são mais raros de se encontrar no Brasil, mas não totalmente incomuns. Existem tipologias bastante diferentes, mas a titulo de explicação, os dividiremos em dois grandes grupos: Os forros metálicos lisos e os forros metálicos compostos.

Os forros metálicos lisos são em geral constituídos por finas chapas metálicas, usualmente perfuradas. Essas perfurações podem ter muitas variações, compondo o desenho do forro, assim como o acabamento da chapa metálica. As chapas também podem ser estampadas com alto ou baixo relevo, como se encontrava em uma espécie de forro metálico muito comum dos anos de 1960 em bares e padarias.

Já os forros compostos, em geral produzidos por grandes fabricantes, são como que elementos vazados colocados na horizontal. Existem muitos tipos, mas provavelmente o mais comum é o do tipo colméia: um quadriculado com cerca de 10 centímetros de altura. Este forro foi bastante popular nos anos de 1980 e era encontrado na maioria dos grandes shoppings dessa época.

Forros modulares

Os forros modulares são muito comuns em escritórios e ambientes corporativos. Eles são fabricados há bastante tempo, em especial por grandes empresas, e sua tecnologia não para de se desenvolver.

São chamados de forros modulares ou removíveis porque são formados por um conjunto de uma estrutura metálica (que, em geral, fica semi-aparente), e dos fechamentos, que são placas de tamanhos variáveis apenas apoiadas sobre essas estruturas metálicas. Assim, caso seja necessário ter acesso a rede elétrica, sprinklers, detectores de fumaça, alarmes ou outras instalações, isso ocorre de forma muito rápida e prática. A troca de elementos também é bastante simples.

Os elementos de fechamento dos módulos podem ser de diversos tipos. Um dos mais encontrados atualmente são os forros minerais, que levam esse nome por serem feitos com fibras minerais. Existem muitas variações desse tipo de fechamento: com ou sem perfurações, com cores, e muitos outros tipos de acabamento. Seu desempenho acústico e térmico é muito bom, e talvez seja o tipo de forro, dentre os apresentados aqui, com o maior apelo de sustentabilidade.

Forros de PVC

Os forros de PVC chegaram ao mercado a partir da década de 1990 e são bastante comuns atualmente. Trata-se basicamente de lâminas de PVC com uma pequena estrutura interna e que se encaixam entre si. Essas lâminas possuem diferentes larguras, conforme os padrões de cada fabricante e são afixadas conforme cada sistema. Quase todos os forros de postos de gasolina contemporâneos, por exemplo, são de PVC.

O PVC é leve e tem preço muito competitivo. Não é indicado para pintura, mas é passível de limpeza, o que é muito interessante dependendo da aplicação. Um lado negativo é a questão dos acabamentos, que apresentam uma linha mais ou menos restrita.

Dentre os tipos de forro apresentados, existem muitas variações, inúmeros acabamentos e possibilidades. Além dos apresentados, muitos outros elementos podem ser utilizados como forros, como por exemplo, tecidos, bambu e palha, entre outros.

Pesquise antes de executar o seu forro, verifique como ele irá se ancorar na cobertura, quais as possibilidades de harmonia com os outros elementos de sua construção. Se possível, sempre procure um especialista para lhe orientar sobre qual a opção ideal.

Veja fotos AQUI 

Varanda que prolonga a sala deve seguir regras mesmo se for fechada

Em novos prédios residenciais é cada vez mais comum que o projeto já preveja o futuro fechamento da varanda para que ela vire uma área social, prolongando a sala.

Só que a decisão não pode ser tomada apenas pelo proprietário do imóvel. É preciso ter aprovação do condomínio, pois está em jogo a uniformidade da fachada do prédio.

"Se o vidro for retrátil e puder ser completamente aberto, predomina o entendimento de que isso não é alteração de fachada, e a mudança é permitida", afirma Omar Anauate, diretor de condomínios da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo).

Para aprovar a novidade, é necessário convocar uma assembleia extraordinária com pauta específica para o assunto. O quórum para a decisão é especificado na convenção. 

Caso não esteja, é possível utilizar o número previsto pelo Novo Código Civil: 2/3 das unidades (confira regras aqui).

Aprovar o fechamento das varandas é apenas o começo. Depois disso, os condôminos precisam aprovar a descrição do modelo escolhido.

"É preciso que seja criado um padrão para os apartamentos que quiserem fechar", explica Julio Herold, gerente-geral da administradora Auxiliadora Predial.
 
CORTINA PADRÃO

Mesmo atrás dos vidros, as regras de alteração da fachada continuam. O condomínio pode regular se serão ou não usadas cortinas na varanda. "Se houver cortina, deve-se definir a cor autorizada para manter o padrão do prédio", justifica Anauate.

Sem cortina e com vidros transparentes, o espaço não poderá ser usado como área interna do apartamento. O proprietário não pode, por exemplo, mudar as cores das paredes da varanda.

Contra um morador teimoso que decida fechar o espaço sem autorização ou que utilize padrão diferente do combinado, cabe notificação para retirar os vidros. Se a notificação não for obedecida, apenas uma ação judicial poderá solucionar a questão.

O espaço da varanda deve entrar no cômputo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)? A Secretaria Municipal de Finanças diz, por meio de sua assessoria de imprensa, que se não houver alteração estrutural no edifício --ou seja, as mudanças puderem ser retiradas-- não há incidência de IPTU.

Fonte: Folha.com

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Imóvel não deve ficar mais caro com novas regras de acústica

Em março de 2012 vão começar a valer as novas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas) para edifícios habitacionais. Entre elas estão as regras que vão melhorar a acústica dos imóveis.

"As novas regras da ABNT não vão, necessariamente, elevar os preços dos imóveis", afirma o vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Carlos Borges. Ele explica que isso vai depender da empresa que realizar a construção, da tecnologia utilizada, do sistema construtivo e de como ele será usado. Sem falar da região onde o edifício ficará, pois uma rua com muito barulho e trânsito exige maior isolamento acústico.

Para ele, a norma possui muitos pontos positivos, pois regula o mercado e "deixa as regras do jogo claras". "Ela traduz de forma técnica as necessidades dos usuários de imóveis", salienta Borges. Afinal, o barulho enfrentado por alguns consumidores pode ser uma questão de arquitetura e engenharia, e essa regra visa sanar parte desse problema.
 
Pontos positivos para os usuários
 
Ao olhar para o edifício do ponto de vista do usuário, destaca Borges, essa regra estabelece o ruído máximo exigido para cada setor do imóvel, como as paredes e os pisos. E o que interessa mesmo é o resultado final, ou seja, independente do material usado na construção, é necessário cumprir o isolamento acústico.

Além disso, a nova norma define os diferentes tipos de ruídos a serem driblados, como o de impacto (salto de mulheres, por exemplo), o aéreo, o provocado por equipamentos, além do som ambiente, que varia de acordo com a localização do edifício.

O vice-presidente de Tecnologia e Qualidade avalia que essas regras serão boas para os usuários, pois facilitam a medição objetiva. Haverá um método para que um especialista consiga medir in loco se o imóvel atende às normas. "Ela é mais clara e mais objetiva", reitera Borges.

Psiu!
Em relação ao barulho em edifícios, a especialista em Direito Imobiliário, Rita de Cássia Serra Negra, lembra que "o condomínio é uma comunhão de pessoas e interesses". Por isso é preciso levar em conta que o direito de um morador vai até o limite do direito do outro.

A advogada do escritório Mesquita Pereira, Marcelino, Almeida, Esteves Advogados, Daniella de Almeida e Silva, explica que a questão é tratada pela Lei do Psiu, que estabelece que, entre 22h e 7h, as pessoas não façam barulho acima de 45 decibéis. Já no outro intervalo, não são permitidos ruídos acima de 55dB. Para se ter uma ideia, uma conversa tranquila pode alcançar 55dB, enquanto que o som de um secador chega a 90dB.

Além dessa regra municipal, cada edifício é regido pela Convenção de Condomínio, que usa a Lei do Psiu como base e costuma ampliar as restrições em relação ao barulho, como no caso de proibir cachorros no interior dos imóveis ou aumentar o silêncio até as 10h, por exemplo.

Mas, o que fazer caso uma pessoa exagere no barulho? Rita de Cássia explica que é comum os moradores tentarem uma conciliação com o condomínio ou até com a administradora. Nesses casos a pessoa que provoca os ruídos recebe notificações ou pode até ser multada, caso isso esteja previsto na Convenção do Condomínio.

Quando essas ações não são suficientes, é possível fazer uma denúncia pelo número 156 ou em qualquer subprefeitura de São Paulo.

Atenção às regras
 
Vale lembrar que a Convenção é instituída no momento em que o condomínio é criado no Registro de Imóveis. Por isso, quem estabelece as primeira regras é a Construtora.

Entretanto, os condôminos podem alterar as normas através de assembleias, desde que seja atingido um quórum específico. Nessas reuniões são discutidas, por exemplo, alterações de cláusulas muito brandas, muito rígidas, alteração de um valor da multa etc.

Porém, a Convenção, de acordo com Rita, é a regra máxima do condomínio. Por isso, sempre que a pessoa for comprar um imóvel, é importante lâ-la atentamente para verificar as restrições. "A pessoa vai ter que se adaptar as regras", reitera a especialista.

Fonte: Uol

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Como faço para dimensionar o escoamento e não acumular água na laje de minha casa?

Para quem vai construir uma casa, ou vai colocar uma nova cobertura em uma já existente, esta é uma dúvida frequente. Quantos ralos minha laje deve ter para que eu não corra o risco de o sistema não aguentar uma chuva mais forte? Qual a inclinação que esta cobertura deve ter para que a água seja devidamente encaminhada para os tubos de drenagem?
 
É preciso primeiro entender o sistema como um todo: uma cobertura plana, uma laje, vai receber uma grande quantidade de água durante uma chuva. Essa água vai se acumular sobre a laje e será drenada por tubos verticais, ou seja, os ralos, conhecidos como tubos de queda ou de drenagem.
 
Esses tubos que recebem as águas de chuva devem ser levados da forma mais direta possível para fora da residência e são ligados no sistema público de coletas de águas de chuva pela guia da rua, ou ainda podem ser encaminhados para uma caixa coletora (inclusive para reuso), um reservatório ou um sistema de drenagem via caixa de areia, brocas infiltrantes e outros. Esse sistema faz parte do projeto de hidráulica da residência ou construção.
 
A laje deve sempre ter uma inclinação em direção aos tubos de coleta, para que a água seja encaminhada rapidamente para eles, evitando o acumulo na cobertura. A inclinação mínima da laje em direção ao tubo deve ser de 0.5%. Se for possível que esta inclinação seja um pouco maior, tanto melhor. 
 
Mas quantos tubos de drenagem e qual o tamanho deles?

Os calculistas sempre recomendam que não se faça uso de apenas um tubo de drenagem, por mais superdimensionado que ele esteja. Essa recomendação vem de uma questão muito simples – a possibilidade de entupimento do duto por detritos. 
 
É fácil de entender: se sua cobertura tem apenas um tubo de escoamento, por maior que ele seja, pode acabar entupido por folhas ou detritos diversos, como, por exemplo, uma simples sacola plástica. Com a falta de um tubo auxiliar, você terá um sério problema de acúmulo de água em sua cobertura. Essa água acumulada pode causar problemas de infiltração, pode escorrer pela sua fachada estragando parte de sua construção, alem de sobrecarregar a estrutura em determinado momento, entre outros problemas. O acúmulo excessivo de água deve ser evitado a qualquer custo. 
 
Para auxiliar na questão de entupimento por detritos, é importante o uso de ralos hemisféricos ou grelhas similares, que ajudam bastante a evitar o entupimento da boca dos tubos de drenagem. São muito baratos e eficazes, além de evitar que você tenha que subir na sua cobertura  regularmente para checar se os ralos estão desimpedidos.
 
Quem está praticando a autoconstrução, ou dependendo de opiniões de leigos no assunto, costuma aplicar uma fórmula de aproximação para definir o dimensionamento dos tubos de coleta. 
 
A fórmula de aproximação trata-se basicamente do raciocínio de que um metro quadrado de área de cobertura equivale a um centímetro quadrado do diâmetro do tubo de captação. Assim, uma laje com 50 m² necessitaria de um diâmetro do tubo de escoamento de 50 cm². Portanto seguindo essa teoria, um tubo de 100 mm (que possui área de 78,5 cm²) seria mais do que suficiente, embora pelas razões já expostas acima, o correto seria utilizar pelo menos dois tubos de 75 mm.
 
Na realidade, esta fórmula de aproximação não é a forma mais adequada de se calcular a dimensão do escoamento de sua cobertura.  A drenagem de coberturas é regida, no Brasil, por uma norma chamada NBR 10844, e é de grande importância que ela seja sempre seguida. 
 
Como os cálculos que ela apresenta como norma para essas drenagens são mais complexos do que a fórmula de aproximação, o ideal é convocar um especialista no assunto, se possível, um engenheiro hidráulico. 
 
A norma leva em conta outras questões alem da fórmula de aproximação, como por exemplo, o índice pluviométrico de sua região nos últimos 25 anos e a área de contribuição de forma mais cuidadosa; leva em conta também uma eventual parede ou inclinações que ajudam a captar a água da chuva e outros cálculos mais complexos. Para cálculo de calhas de telhados, o correto é a utilização da fórmula de Manning Strickler, também complexa e que deve ser realizada por um especialista na área.
 
Não caia nunca no conto de um único tubo de coleta grande. Sempre é necessário mais de um. Utilize sempre grelhas de proteção ou ralos hemisféricos. Se puder, consulte, ainda que brevemente, um especialista. Se não puder consultar alguém que saiba calcular sua drenagem de acordo com as normas brasileiras, peque pelo excesso no tamanho e quantidade dos tubos de coleta. As chuvas podem se tornar uma grande dor de cabeça se não levadas a sério na hora de executar sua obra. 
 
Fonte: Uol Estilo
 

Rio: Procura-se herdeiros de imóvel de R$ 3.1 milhões

Trecho da Transoeste, no Rio
                               
O terreno tem 28 mil metros quadrados e e está no caminho do Transoeste, que ligará a Barra a Santa Cruz. Será o primeiro corredor de ônibus articulados do Rio em construção para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Pretende-se construir no local um dos viadutos de acesso ao Túnel da Grota Funda.

Nascido na Áustria, João Skuplik, o dono original do imóvel, chegou ao Brasil no final dos anos 20. Ele morreu na década de 70. E ninguém sabia se Skuplik havia deixado herdeiros. Neste ponto, a história ganha ingredientes de trama jurídica: a prefeitura depositou uma indenização de R$ 3,1 milhões em juízo pela desapropriação do terreno porque não tem a quem pagar. Sem a localização dos donos, o viaduto depende de uma decisão da Justiça para sair do papel.
 
Era um sujeito caladão, mas uma fera em mecânica. Não foi à toa que a oficina virou um um point de grandes pilotos - recorda-se Bird, um dos que colaboraram com a reportagem na solução do mistério.

Quem sem habiita?

Fonte: O Globo

terça-feira, 19 de abril de 2011

Como devo fazer para dimensionar a caixa d'água da minha residência?

Ao construir uma casa, muitas pessoas se deparam com uma questão importante: como dimensionar a caixa d'água? Na dúvida, é comum fazer instalações exageradas, mais custosas e que sobrecarregam a estrutura da casa desnecessariamente, ou projetar uma caixa muito pequena, com capacidade insuficiente para os dias de falta d’água.

Para que serve a caixa d'água?

Por mais que pareça meio óbvia, essa questão é importante. Ela serve para abastecer a casa nos dias em que o serviço público apresenta algum problema e o fornecimento é interrompido.

Se não fosse por esses cortes, as caixas d’água não seriam necessárias e usaríamos a água que vem diretamente da rua, o que, além de baratear as construções, eliminaria a necessidade de lavar o reservatório periodicamente para evitar contaminação -e haveria menos caixas d’água destampadas ou abandonadas onde mosquitos como os da dengue podem se reproduzir. Contudo, o abastecimento é falho em todo o país e, por conta disso, fazemos uso das caixas d’água, reserva que garante o abastecimento das construções.

Quantos dias sem abastecimento a caixa deve suprir?

As normas brasileiras dizem que os reservatórios de água devem ser suficientes para suprir dois dias do consumo de uma casa. Entretanto, esse número pode variar em função da localização da casa e do tipo de utilização.

Num local em que a falta d'água é frequente e pode demorar vários dias para ser restabelecida, é possível dimensionar um reservatório para três ou quatro dias de consumo, por exemplo. Da mesma maneira, o reservatório de um estabelecimento comercial que depende fundamentalmente da água para o funcionamento (como um restaurante ou um salão de cabeleireiros) justifica construir um reservatório para mais dias a fim de não prejudicar o funcionamento pela eventual deficiência no abastecimento.

Como dimensionar o reservatório?

Há tabelas que mostram o consumo médio de água para cada tipo de construção. Para uma residência, o consumo médio por pessoa é de 150 litros por dia. No caso dos apartamentos esse consumo é maior, 200 litros por pessoa por dia em função da maior pressão da água, que acaba acarretando em maior consumo.

Logo, sabendo-se para quantos dias a caixa d'água será projetada e quantas pessoas há na casa, é só fazer um cálculo simples. Como exemplo, para uma casa de seis pessoas, uma caixa d’água projetada para suprir o consumo de dois dias deverá ter:
6 (pessoas) x 150 (litros/pess.) x 2 (dias) = 1.800 litros

Considerando-se as dimensões-padrão das caixas d'água, podemos considerar uma caixa de 2.000 litros. Ou duas de 1.000 litros. Quando não se sabe ao certo quantas pessoas vão morar na casa, pode-se considerar no cálculo que em cada quarto dormirão duas pessoas, e em cada quarto de empregada dormirá uma pessoa. Exemplo: para uma casa com dois quartos mais um quarto de empregada temos:
[2 (quartos) x 2 (pessoas)] + [1 (quarto empreg.) x 1 (pessoa)] = 5 pessoas na casa
5 x 150 l x 2 = 1.500 litros
Nesse caso, podemos colocar uma caixa de 1.500 litros ou ainda uma de 1.000 litros e outra de 500 litros.

Quando se deseja uma caixa que suporte mais dias, basta multiplicar o número de pessoas pelo consumo médio pelo número de dias desejado, ou seja:
número de pessoas x consumo médio x número de dias

Devemos lembrar ainda que no caso de falta d'água é comum as pessoas economizarem naturalmente, tomando banhos mais rápidos, evitando lavar roupas, quintais e calçadas. Ou seja, não é necessário exagerar na quantidade de dias que a caixa deverá suprir, visto que o consumo médio provavelmente cairá nesses dias em que o abastecimento estiver com problemas.

Quanto pesa uma caixa d'água?

Como as caixas ficam normalmente sobre as casas, seu peso influirá no cálculo da estrutura. Como 1.000 litros de água, um reservatório pesa 1.000 kg; e quanto maior a capacidade, mais resistente e cara tem de ser a estrutura que suporta o reservatório. Portanto não exagere no tamanho da caixa para que o custo da obra não fique proibitivo.

E o meio ambiente?

Por fim, é sempre bom lembrar que devemos economizar o máximo possível de água no dia-a-dia. Água com pressão exagerada, chuveiros com muita vazão ou hábitos condenáveis como lavar a calçada diariamente aumentam o consumo e exigem maiores investimentos na construção por conta de caixas maiores e mais caras. Logo, evite o consumo exagerado e tenha uma caixa adequada, de tamanho suficiente e com um custo que caiba no seu bolso.

Fonte: Uol Casa e Imóveis

Qualidade dos projetos pode comprometer estádios da Copa 2014

Representantes do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) alertaram hoje (19) para a o risco de maus projetos comprometerem os prazos e a qualidade das obras de construção e reforma de estádios para a Copa do Mundo de 2014.

"Um mau projeto compromete a obra. Não dá para começar o empreendimento sem ter feito um bom projeto, é a receita para o desastre", disse o presidente do Sinaenco de São Paulo, José Roberto Bernasconi, durante audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara de Deputados.

Segundo Bernasconi, o projeto básico - apresentado durante o processo de licitação - não é suficiente para garantir que a obra será construída de acordo com o planejamento. "O projeto básico é elemento para licitar, não para começar a obra. Ele é na verdade uma ficção. O projeto de engenharia é que é o genoma do empreendimento".

A apresentação de projetos incompletos ou com atraso tem comprometido a liberação de recursos para as obras. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), dos R$ 3,5 bilhões previstos para a construção e reforma de estádios, apenas R$ 6 milhões foram liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O presidente nacional do Sinaenco, João Roberto Viol, disse que o Brasil está com os preparativos atrasados em pelo menos um ano. "Há tempo, mas não há folgas. Faltou planejamento".

Bernasconi lembrou que a Espanha começou a planejar as Olimpíadas de 1992, em Barcelona, com oito anos de antecedência. E que em Londres, cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2012, as obras dos complexos esportivos ficarão prontas com quase um ano de antecedência.

No Minuto.com

sábado, 2 de abril de 2011

Qual é o melhor tipo de cobertura para a área da garagem?

Apesar de haver muitas garagens totalmente fechadas em algumas residências, uma simples cobertura já é suficiente para proteger os carros das intempéries, facilitando a ventilação
Ao contrário do que vemos em países da Europa, onde Ferraris e Porsches dormem expostos na rua, aqui no Brasil há uma preocupação muito grande com os automóveis.  Brasileiro adora carros e, muitas vezes, cuida melhor deles do que dos próprios moradores da casa. É comum vermos pessoas se mudando para apartamentos piores e menores somente pela razão de haver mais uma vaga de garagem no prédio. Já há lançamentos de apartamentos em cidades como São Paulo que dispõem de sete ou mais vagas de garagem.

Pois bem, se existe a necessidade de um local adequadamente protegido para guardar o automóvel, de que modo podemos então criar este espaço numa casa?

Apesar de haver muitas garagens totalmente fechadas em algumas residências, uma simples cobertura já é suficiente para proteger os carros das intempéries. Além disso, quanto mais abertas forem as faces desta garagem, maior a ventilação. Logo, a garagem tende a ser menos quente e o monóxido de carbono produzido pelos veículos se dissipa mais facilmente, melhorando a qualidade do ar.

Ao cobrirmos uma garagem temos como objetivos principais: proteger o carro de chuvas (inclusive de granizo), resguardá-lo da insolação direta ou abrigá-lo contra dejetos de pássaros, etc. No caso das chuvas, o carro tende a sujar com mais velocidade, além de poder sofrer algum dano no caso das chuvas de granizo do verão. Já com a insolação direta, a pintura costuma ter um desgaste maior com o passar dos anos e nos dias mais quentes, sempre haverá o incômodo de se adentrar no veículo tendo-se a impressão de estar dentro de um forno.

Uma maneira bastante utilizada para cobrir as garagens é construir uma laje comum sobre ela. Esta laje precisará ser impermeabilizada corretamente para que não aconteçam infiltrações. Essas infiltrações podem ser muito prejudiciais à pintura dos carros, já que a água leva, junto com ela, cálcio, formando manchas brancas que queimam a pintura dos carros. A vantagem de utilizarmos uma laje de concreto para esta cobertura é garantir uma ótima proteção contra as chuvas e um excelente sombreamento. Além disso, podemos usar a parte de cima desta laje como um terraço ou um jardim. Podemos plantar grama, construir uma piscina, uma churrasqueira. Ou seja, desta maneira cria-se um novo espaço de lazer para a residência.

Outra forma bastante comum de cobrir garagens é utilizando telhados variados, que podem ser compostos de telhas cerâmicas, telhas de metálicas, telhas de concreto ou de fibrocimento. Esses telhados são muito simples de serem executados e provavelmente essa é a forma mais rápida e barata de cobrir a garagem. Não é à toa que ao andarmos por bairros residenciais, essa é a cobertura mais vista. Além da vantagem do custo e da velocidade de construção, as telhas sombreiam corretamente os veículos. Deve-se tomar cuidado no uso das telhas metálicas simples quando o pé-direito da garagem for baixo. Nesse caso, corre-se o risco desta área ficar extremamente quente, já que as telhas metálicas não são um bom isolante (exceto as do tipo sanduíche).

Uma questão importante a ser verificada quando da construção das coberturas de garagens é o aspecto legal. Ou seja, o que é permitido pela legislação de cada cidade. Muitas vezes as garagens se encontram no recuo das residências. Essa localização faz sentido, para que o interior das casas possa ser maior. Normalmente, nessas áreas não é permitido o uso de estruturas pesadas e permanentes como lajes de concreto. Nesses casos, só se pode construir coberturas leves e aí os telhados, as coberturas de vidro, os pergolados e os toldos são as melhores maneiras de cobrir a garagem.

Os pergolados são uma interessante maneira de cobrir as garagens. Estes nada mais são do que uma sucessão de vigas de madeira, aço ou concreto que cobrem parcialmente a área da garagem, deixando, entretanto, a luz passar. Essa estrutura sombreia a área dos carros e junto dessas vigas podemos deixar que plantas cresçam, criando um interessante aspecto paisagístico e aumentando ainda mais o sombreamento. Como desvantagens desta solução podemos citar o fato de que até as plantas crescerem, o sombreamento pode não ser o ideal e o interior dos carros eventualmente irá esquentar. Além disso, nos dias de chuva, a garagem não estará totalmente protegida, já que a água passará pelo espaço entre as vigas.

Outro modo diferente e possível de cobrir as garagens é utilizando materiais transparentes, como o vidro ou o policarbonato. Se a cobertura for de vidro, deve-se prestar atenção para o tipo a ser utilizado, que deve ser o laminado ou o aramado, conhecidos como vidros de segurança. Esse tipo de cobertura é muito interessante, pois é uma cobertura leve e que deixa a luz passar. É muito comum vermos nos sobrados estreitos a sala na porção frontal do terreno com uma janela aberta para a rua. Quando a garagem é coberta, essa sala fica eternamente escura. Nesses casos, as coberturas transparentes podem ser uma boa solução. Como desvantagem, podemos citar o fato de que eventualmente passe muita luz pelo vidro e a garagem acabe esquentando demais. Nesse caso, uma boa solução é a união de dois sistemas (pérgulas + vidro ou policarbonato). O pergolado sombreia parcialmente e o vidro protege da chuva, ao mesmo tempo em que deixa uma luz filtrada atingir a sua sala.

Por fim, podemos citar as coberturas feitas de tecido, como os toldos ou as coberturas tensionadas. Essa é a forma mais leve de cobrir uma garagem. O custo muitas vezes é mais baixo do que o de coberturas convencionais. No caso dos toldos, verifique se o aspecto estético lhe agrada e analise a durabilidade do material e as garantias do fabricante. No caso das coberturas tensionadas, a durabilidade é muito maior e o material permite formas variadas e que podem ficar muito interessantes. Em ambos os casos, analise a questão do calor sob o tecido, que possivelmente será grande, principalmente em casos de pés direitos baixos.

Ao cobrir a sua garagem analise as opções do mercado, pense em que tipo de proteção você está necessitando. Avalie a questão da iluminação, tanto da garagem, quanto dos espaços internos da casa que esta cobertura pode afetar. Se pergunte se a cobertura que você está construindo não está prejudicando um ambiente mais nobre da casa, como salas e quartos. Procure saber sobre os aspectos legais para evitar problemas com os fiscais, pense no aspecto estético final da sua casa e da rua e vida longa ao seu carro!

Fonte: Uol

Telhado branco para reduzir calor pode virar lei no Rio

Um projeto quer exigir telhados brancos para reduzir o calor na capital fluminense.

A estraégia é barata e usada em muitos paises do mundo. A  Assembleia Legislativa do Rio aprovou em primeira discussão, o projeto que pretende instituir a norma nas habitações populares.

Ser passar pode servir de exemplo para o país..

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domingo, 27 de março de 2011

Em New York, um edifício muito além da imaginação



Sempre NewYork.Inspiradora, inovadora, revolucionária, fascinante. 

O projeto desse edifício assimado por Frank Gehry é assimétrico na forma, ou seja, o sonho de consumo de quem quer tudo, menos o mesmo.

Com a vista impagável, taí um post pra transformar seu fim de semana. 
Veja tudo aqui

sexta-feira, 25 de março de 2011

Que tipo de revestimentos devo usar na garagem de casa?

Neste sobrado, o piso da garagem recebeu o mesmo material da calçada, criando um pátio de acesso, ao invés de um espaço para guardar o carro. Obra de Vital e Sant'Anna Arquitetos
Em geral, a garagem é considerada um local de menor importância em uma casa ou um prédio. Com exceção dos colecionadores de carros ou dos mecânicos amadores de plantão, para o restante de nós, a garagem é um local de passagem, usado por breves momentos ao chegar ou sair de casa.

No entanto, embora faça sentido economizar nessa área para poder investir em melhores acabamentos para ambientes mais nobres da casa, deve se pensar um pouco antes de definir os revestimentos da garagem. A escolha consciente destes materiais vai facilitar sua manutenção e limpeza, evitando dores de cabeça e chateações mais tarde.

Para pensarmos sobre esses pisos e revestimentos, devemos primeiro separar as garagens em dois tipos básicos: as garagens de sobrados, usualmente dispostas na frente da residência, e a garagem subterrânea ou isolada, como a de uma casa um pouco maior ou um edifício de apartamentos.

Garagens em sobrados

As garagens do tipo sobrado são aquelas frontais à casa, usualmente colocadas junto à chegada do pedestre. Por ficarem mais expostas e por contíguas à entrada e à calçada, merecem um tratamento um pouco melhor do que um simples cimentado.

Na casa LF, em Nova Lima (MG), do escritório Arquitetos Associados, foi usado no acesso à garagem o mesmo mosaico português da calçada e na área de lazer nos fundos da residência
Nesses casos, a questão estética influencia muito a escolha dos materiais, pois há uma comunicação visual imediata com a fachada da residência, a entrada, o portão de acesso, a calçada. Uma solução muito boa e de custo razoável é tratar essa garagem como uma extensão de sua calçada, o que faz o espaço "crescer", além de manter a coerência.

Materiais como pedra miracema, ladrilho hidráulico de calçada, paralelepípedo, mosaico português e revestimento cerâmico para alto tráfego são opções interessantes, entre muitas outras existentes. 

Embora não assépticas como outros materiais que mais fáceis de limpar, este tipo de material tem preço acessível e passa aquela sensação de que a preocupação do proprietário era a de criar um pátio de acesso, mais do que uma garagem.

Outros materiais que podem criar resultados ótimos são os pisos intertravados: peças de concreto que se encaixam, produzidas em diversas cores e formatos. Uma vantagem secundária desse material é o fato de serem parcialmente drenantes, ou seja permitem a infiltração de um pouco de água, que por fim chega no lençol freático.

Na linha de pisos semi-permeáveis, existem excelentes opções como o concregrama. Trata-se de uma espécie de pequena grelha de concreto que permite o cultivo de grama. Altamente drenante, resistente ao tráfego dos veículos. Se a garagem for coberta, pode ser interessante usar pedriscos em vez de grama.

Garagens isoladas ou de edifícios

Em uma casa grande, em que a garagem é independente da entrada principal, o ideal é partir para a praticidade. Em garagens de edifícios também, com cuidados ainda mais especiais, uma vez que muitos veículos circulam e às vezes ficam ligados dentro desse espaço. Manutenção e limpeza passam a ser palavra de ordem nesses projetos.

Uma garagem pode ser agredida por manchas de óleo, manchas de borracha, fuligem e outros tipos de sujeiras difíceis de limpar. Materiais que resistam a este tipo de agressão, assim como passem a sensação de um ambiente mais "asséptico" passam a ser necessários.

Os pisos cimentados são uma boa opção, em especial os novos pisos existentes no mercado para este fim ou para fins industriais. São muitos e com nomes variados, como tecnocimento, cimento polimérico e outros. Estes pisos são aplicados por mão de obra especializada e, embora seja aplicada apenas uma fina camada sobre o contrapiso, são muito resistentes. Depois da aplicação é aconselhável fazer uma impermeabilização, pois os derivados de cimento são porosos e podem manchar. Caso opte por um cimentado comum, dobre os cuidados com a impermeabilização.

Outras opções são o granilite (que deve ter os mesmos cuidados prescritos para o piso de concreto), pinturas epóxi e de poliuretano -existem diversas soluções na linha de pinturas industriais, muito interessantes. As cerâmicas que suportam alto tráfego e os porcelanatos de alta resistência também são ótimas ideias. Mas lembre-se que em dias de chuva o piso da garagem pode ficar molhado. Nesse caso, pisos muito lisos poderão fazer os carros deslizarem, causando batidinhas desnecessárias.

Lembre-se também que o carro é pesado e exerce pressões de atrito e abrasão sobre o piso. Por isso é importante buscar um aconselhamento técnico com fabricantes antes de escolher o revestimento e não apenas aplicar qualquer tipo de tinta de piso.

É muito bom instalar revestimento nas paredes, em especial para edifícios, onde o nível de fuligem tende a ser mais alto. Cerâmicas simples e baratas passam uma sensação de limpeza enorme e, de fato, são fáceis de manter com uma dessas lavadoras de alta pressão. Caso não queira azulejar, procure usar uma pintura epóxi ou similar, ou ainda uma pintura acrílica, acabamentos mais resistentes a lavagem. 

Jamais utilize um revestimento como látex PVA ou outros que não sejam resistentes à água.

Fonte: Uol Casa e Imoveis