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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

OAS e a contrução da Arena do Grêmio

Segue em ritmo intenso os trabalhos na construção da futura casa do Grêmio orçada em R$ 400 milhões, deste valor, 55% será bancado pela OAS. Na parte da cobertura, a OAS já deu início à colocação do telhado que abrigará os torcedores e espectadores da Arena Tricolor. 

O sistema escolhido, chamado “ROOF Termo Isolante”, considera uma telha metálica do tipo trapezoidal (no formato de ondas), sobre a qual será utilizada uma lã de isolamento com 63,5 mm de espessura, e mais uma telha superior zipada – que fará a união dessas camadas. “Esse sistema serve para proteção acústica e isolamento térmico nessa estrutura”, explica o presidente da Grêmio Empreendimentos, Eduardo Antonini.  

A cobertura inclui ainda a colocação de uma borda interna feita de policarbonato alveolar azul. Além da função estética, esse detalhe permitirá a passagem de luz para o campo. A previsão para a conclusão de toda a cobertura, que terá todas as suas camadas finalizadas ao mesmo tempo, é para o final de outubro.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Casas do futuro serão menores e mais baratas

Uma pesquisa conduzida ao longo do ano passado nos Estados Unidos pela Associação Nacional de Construtores (National Association of Home Builders) revelou o que pensam os profissionais do setor da construção civil, entre arquitetos e designers, sobre como serão as casas nos EUA em 2015 e aponta que a crise no setor impactou não apenas a venda de  imóveis hoje, mas a estrutura daqueles que ainda estão por serem construídos no futuro próximo.

Bom, a primeira tendência identificada pelo estudo não é exatamente uma surpresa: as casas vão diminuir de tamanho. Para fins de exatidão, a pesquisa aponta que os imóveis serão 10% menores que as casas construídas no primeiro semestre de 2010, com metragem de, no máximo, 200 metros quadrados. O motivo? Tudo indica que os consumidores estão decididos a baixarem os custos de manutenção de um imóvel. Outra razão, de acordo com a pesquisa, é que, até 2020, 29% dos americanos estarão na faixa etária acima dos 55 anos, aumentando a demanda por casas menores.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Garagem: fique atento se seu condomínio atende às metragens exigidas

Falhas no projeto nos estacionamentos ou falsas promessas de vagas com cobertura se repetem cada vez mais no Brasil, de acordo com o Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo).

De acordo com o Instituto, em alguns casos, o consumidor adquire o apartamento e recebe do corretor a promessa de que ao menos uma vaga disponível para aquela unidade será coberta, mas, quando recebe o imóvel, o consumidor descobre que a vaga fica ao ar livre, sem qualquer proteção. “Entre tantos abusos cometidos pelas construtoras, o desrespeito às normas técnicas da ABNT e aos esquadros definidos pelos códigos de edificações de cada cidade tem sido uma fonte cada vez maior de dores de cabeça para os consumidores”, comenta o presidente do Ibedec, José Geraldo Tardin.

Um dos exemplos citados pelo Insituto foi de um consumidor de Brasília, que, após adquirir um imóvel, constatou que as três vagas que sua unidade possuía não eram compatíveis com o tamanho dos veículos, sendo que, além dos carros não caberem na vaga, a passagem para o hall dos elevadores ficava obstruída.

Neste caso, conforme o código de edificações de Brasília, o projeto dos estacionamentos prediais deve ter espaço mínimo de 12 metros quadrados e largura de 2,5 metros, além de espaço suficiente para manobras e portões que atendam todos os condôminos com tranquilidade. “Há normas técnicas que tratam do fluxo de veículos na garagem, estabelecendo espaço para manobras e quantidades de portões para atender de forma satisfatória a quantidade de veículos previstas para cada prédio, que muitas vezes são desrespeitadas pelas construtoras na ânsia de lucrar mais com a venda de garagens para várias pessoas”, explica Tardin.

Ações coletivas
No caso de vagas com metragem inferior ao padrão ou fluxo de veículo, tamanho de corredor, acesso a elevadores ou hidrantes em desconformidade com as normas técnicas, a construtora deve ser notificada e, se não houver solução em 30 dias, os condôminos que se sentirem lesados poderão mover ação judicial.

As ações podem ser propostas individualmente pelo consumidor ou em grupos, por meio de ações coletivas. Neste último caso, os solicitantes têm isenção de custas, além de uma única ação poder representar mais de 200 proprietários no mesmo prédio.
 
Alguns cuidados para evitar problemas
Exija que conste no contrato de compra a localização da vaga - térreo ou subsolo - e se ela é coberta ou descoberta
Peça uma cópia da planta da garagem, para que seja visualizada a vaga a ser adquirida
Se, ao receber o imóvel, lhe for entregue uma vaga de garagem diferente da combinada no contrato, se recuse a receber o imóvel ou receba com esta ressalva e notifique a construtora para substituição
É ideal que a comissão de compradores que vai fazer o recebimento das áreas comuns do edifício contrate um engenheiro para inspecionar as garagens entregues, conferir as medidas e também fazer um laudo sobre o atendimento ou não das normas técnicas à respeito do fluxo de veículos e localização das vagas
Fonte: Ibedec

terça-feira, 15 de março de 2011

Construção civil precisa crescer três vezes mais para sanar deficit habitacional

Para sanar o deficit habitacional e atender às necessidades das novas famílias até 2022, a produtividade média da construção civil deve passar de 1% para 3% ao ano, afirmou nesta segunda-feira (14) o diretor de Economia do Sinduscon-SP (Sindicato da Construção Civil), Eduardo Zaidan, em apresentação na 19ª Feicon (Feira Internacional da Construção), em São Paulo.

De acordo com o sindicato, a taxa de crescimento do número de famílias será quase três vezes o ritmo de expansão demográfica. Para atender a esse contingente, um dos desafios do setor é aumentar o investimento na economia para incrementar a produtividade da indústria.

De 2010 a 2022, é preciso disponibilizar 23,5 milhões de unidades habitacionais. Dessas, mais de 3,627 milhões devem eliminar a precariedade de moradias existentes, 2,640 milhões devem reduzir os índices de coabitação e mais de 17,222 milhões de unidades devem ser construídas para atender às novas famílias.

Para atingir a meta, de acordo com a Fiesp (Federação da Indústria de São Paulo), serão necessários R$ 3 trilhões em investimentos, sendo R$ 2 trilhões em infraestrutura e outros R$ 1 trilhão em capacitação de mão de obra. No total, devem ser investidos R$ 54,9 bilhões por ano em reformas e R$ 203,9 bilhões em novas moradias até 2022.
 
Medidas e projetos
Para sanar as demandas habitacionais, é preciso elevar a produtividade do País. Segundo o Sinduscon, para o PIB (Produto Interno Bruto) potencial crescer mais, é preciso equiparar juros, taxa de câmbio e inflação aos patamares da economia mundial, estimular a adoção de novas tecnologias e novas fontes de financiamento, para garantir investimentos, reduzir a carga tributária, investir na formação de mão de obra e aprimorar o ambiente de negócios e investimentos, diminuindo a burocracia e eliminando excessos de leis e regras do setor.

Na feira, a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) também colocou como principais projetos para o desenvolvimento do setor em 2011 a profissionalização da mão de obra da construção civil, bem como o aumento da competitividade da indústria instalada no Brasil.

A desoneração fiscal também é parte dos desafios do segmento para este ano. A associação reivindica a desoneração definitiva e completa do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e a uniformização da substituição tributária em âmbito nacional.

De acordo com a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), a manutenção da desoneração do IPI até dezembro de 2011, as obras do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, as obras para os eventos mundiais – Copa do Mundo e Olimpíada – e o aumento do poder de compra das classes de baixa renda devem contribuir para o crescimento do setor.
 
Produtividade
Em 2010, a produtividade na indústria da construção civil registrou alta de 6,1%. Para este ano, esse crescimento deve ser menor, na avaliação do Sinduscon. Para 2011, o sindicato também espera um aumento de 6% no PIB da construção. Já a Abramat espera um aumento de 8,8% nas vendas de materiais de construção, que devem somar R$ 118 bilhões em 2011.

InfoMoney

segunda-feira, 14 de março de 2011

Vendas de cimento em fevereiro sobem 14%

As vendas de cimento em fevereiro subiram 14 por cento em relação ao mesmo mês de 2010, segundo dados preliminares do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic) divulgados nesta sexta-feira.

Foram comercializadas 4,7 milhões de toneladas de cimento no mês passado, mesmo volume de janeiro deste ano.

No bimestre, as vendas totalizaram 9,4 milhões de toneladas, aumento de 10,3 por cento sobre o mesmo período do ano passado.

As vendas de cimento vêm sendo puxadas pelo desempenho do setor de construção civil, sobretudo na área de imóveis residenciais, impulsionada pelo aumento da oferta de crédito e pelo programa do governo "Minha Casa, Minha Vida".

Além disso, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão aumentando a demanda por cimento.

Durante os 12 meses até fevereiro, as vendas de cimento cresceram 14,2 por cento sobre o período anterior, com 59,9 milhões de toneladas.

Para 2011, o Snic estima avanço nas vendas de 8 a 9 por cento. Até 2016, o sindicato espera que a capacidade de produção atual de 67 milhões de toneladas de cimento por ano seja ampliada em mais 40 milhões de toneladas, segundo afirmou à Reuters no início de fevereiro o presidente do Snic, José Otavio Carvalho.

(Por Priscila Jordão) Reuters

sábado, 5 de março de 2011

Sudeste ainda é a região mais cara para construir: R$ 810,01 por metro quadrado

 Mais uma vez, moradores da região Sudeste foram os que mais desembolsaram na hora de construir um imóvel no mês passado. 

Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta sexta-feira (4), revela que o custo do metro quadrado na região chegou a R$ 810,01, incluindo materiais e mão de obra, enquanto que o custo médio nacional atingiu R$ 771,45 em fevereiro.

Em seguida estão as regiões Norte, onde o valor do metro quadrado alcançou R$ 782,23; Centro-Oeste, onde os custos atingiram R$ 756,83; e Sul, com o metro quadrado a R$ 754,17. Os moradores do Nordeste, por sua vez, foram os que pagaram menos na hora de construir no mês passado: R$ 733,15.

No entanto, em fevereiro, a maior variação mensal dos custos ficou com a região Nordeste, onde os custos ficaram 0,89% mais caros. Já a variação do Sudeste foi a menor do mês, de 0,12%. Por sua vez, no Centro-Oeste, o índice variou 0,22%; no Sul, 0,23%; enquanto no Norte a variação foi de 0,34%.
 
Por estado
Ao analisar os dados por estado, Maranhão registrou a maior variação mensal, de 4,79%, devido aos reajustes salariais. A segunda maior elevação ficou com o Mato Grosso do Sul, que registrou variação de 0,54% no mês passado, na comparação com janeiro.

Na outra ponta, as menores elevações ficaram com Mato Grosso, onde os custos registraram alta de 0,03%. Sergipe (0,04%), Minas Gerais (0,05%) e São Paulo (0,08%) vieram em seguida.

Com relação ao estado mais caro para se construir, o Rio de Janeiro ficou em primeiro lugar, com R$ 849,58. Por outro lado, o Espírito Santo registrou o menor custo, de R$ 684,96.
 
Índice
O Índice Nacional da Construção Civil engloba o preço dos materiais e mão-de-obra, que ficaram, cada, 0,39% mais caros em fevereiro.

Fonte: InfoMoney / UOL

quinta-feira, 3 de março de 2011

Emprego formal na construção civil cresce 13% em 2010

Da Agência Estado
O nível de emprego formal na construção civil brasileira cresceu 13% em 2010, com a criação de 319 mil vagas, nível recorde desde que o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mudaram a metodologia da pesquisa, em 2001. Com isso, o total de empregados formais no setor ficou em 2,775 milhões. No mês de dezembro, período normalmente marcado por mais demissões que contratações, foram fechados 84,5 mil postos de trabalho.

O maior número de contratações no País em 2010 foi apurado no Sudeste, onde foram criadas 119.724 vagas, indicando crescimento de 9,13% em relação ao ano anterior. O Nordeste, por sua vez, informou o maior crescimento em termos porcentuais, com alta de 23,68% e a contratação de 113.026 trabalhadores.

Em nota, o presidente da entidade, Sérgio Watanabe, afirma que a performance do ano passado foi um ponto fora da curva que não deve se repetir em 2011, ano em que o setor prevê crescimento próximo de 6%.

No Estado de São Paulo, mesmo com o fechamento de 12,2 mil postos de trabalho em dezembro, a construção terminou o ano com a contratação de mais 56,1 mil trabalhadores, mostrando um aumento de 8,2%. Ao final de dezembro, a construção civil paulista empregava 739 mil trabalhadores.

Somente na capital paulista foram desligados cerca de 6 mil trabalhadores em dezembro. No ano, entretanto, o saldo positivo ficou em mais de 21 mil contratações. No fim de dezembro, encontravam-se empregados 342,1 mil operários.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Síndrome do Pânico: Bombeiros investigam novo estalo em edifício em Belém


O Ciop e o corpo de Bombeiros de Belém teriam sido acionados pelos moradores de um apartamento do 13o andar de uma das torres do Real Seasons na madrugada desta terça, 22.

Eles teriam ouvido um estalo no edifício que fica no bairro do Umarizal em frente a Santa Casa e teriam sido orientados a deixar o apartamento.

Os peritos devem apurar o que aconteceu nesta manhã de quarta feira. 

Menos de 30 dias do desabamento do Real Class, o medo segue tirando o sono dos moradores.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Trabalhadores da construção civil fazem greve na Bahia

Trabalhadores do setor da construção civil de Salvador (BA) iniciaram nesta quinta-feira uma greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam um reajuste salarial de 18,7%.

Em reunião na segunda-feira (8), os sindicatos dos trabalhadores e dos empresários chegaram a um acordo sobre um aumento de 10%, mais 1% a partir de julho. A proposta, no entanto, não foi aceita pelos trabalhadores, em assembleia.

"Era o nosso limite. Não temos como pagar mais do que isso", afirmou Carlos Alberto Vieira, presidente do sindicato patronal.

Cerca de 4.000 trabalhadores fizeram uma manifestação na região da avenida Paralela, que concentra a expansão imobiliária da capital baiana.

O sindicato patronal estima que 70% das obras tenham sido paralisadas. Na Bahia, a construção civil emprega quase 150 mil trabalhadores formais. 

Fonte: Folha

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Custo da construção civil aumenta 0,28% em janeiro, aponta SindusCon-SP

Os preços da construção civil paulista subiram 0,28% em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1) pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).

A variação positiva no mês é resultado do aumento de 0,40% no custo da mão de obra, em comparação com dezembro do ano passado.

O CUB (Custo Unitário Básico) - que reflete a variação mensal das despesas do setor para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil - atingiu 130,18 pontos no mês passado. Em dezembro, a pontuação havia sido de 129,82 pontos.
Considerando os últimos 12 meses terminados em janeiro, os custos registraram alta de 5,61%.
Valor por metro quadrado

No mês passado, o custo da construção civil paulista (R8-N) foi de R$ 904,75 por metro quadrado, sendo R$ 480,98 (53,16%) referentes à mão de obra e R$ 399,40 (44,14%) aos materiais. As despesas administrativas responderam por apenas R$ 24,37 (2,69%).
Em relação a dezembro, o CUB relativo ao material aumentou 0,14%, atingindo 122,24 pontos no primeiro mês do ano. Os custos relativos à mão de obra ficaram em 137,48 pontos. Já os custos de despesas administrativas se mantiveram em 132,16 pontos.
Alta dos preços

Entre os 41 itens de materiais de construção analisados, o único que registrou em janeiro aumento de preço acima do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) foi o tubo de cobre de 15 milímetros, classe industrial: 0,99%, contra 0,79% do índice inflação.
Entre as altas de preço, destacam-se no mês passado as da brita 2 (0,68%), porta lisa para pintura 3,5x70x210cm (0,67%) e emulsão asfáltica com elastômero para impermeabilizante (0,67%). Entre os itens que apresentaram deflação estão o concreto FCK=25 MPa (-0,09%), o batente para pintura 3,4x14x70x210 cm (-0,14%), o prego 18x27 com cabeça (-0,65%) e o aço CA-50 10mm (-0,66%).

Fonte: InfoMoney

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Indústria da construção civil manterá crescimento em 2011

A pesquisa Sondagem da Construção Civil, divulgada nesta segunda-feira (31/1) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mediu as expectativas dos empresários da construção civil para os próximos 6 meses.
Para eles, o nível de atividade no setor deverá continuar crescendo, como demonstra o indicador de 61,9 pontos.
Isso fica demonstrado, de acordo com o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e

Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca, quando se observam as expectativas para o lançamento de novos empreendimentos e serviços, que ficou em 58,1 pontos, e para compras de insumos e matérias-primas, que fechou em 59,9 pontos.
As empresas de construção civil, de todos os portes e dos três segmentos pesquisados (construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados) têm boas perspectivas de continuar contratando mão de obra no primeiro semestre de 2011. O indicador que pondera essa variável ficou em 62 pontos.

2010

sábado, 29 de janeiro de 2011

Os canteiros de obras do Distrito Federal


A construção civil possui trabalhadores que vão desde os arquitetos e engenheiros até a turma que coloca a mão na massa. Nesse último segmento além da falta de qualificação, o setor encontra outros problemas como o analfabetismo. Sem contar a extrema dificuldade em integrar portadores de necessidades especiais no mercado. A indústria da construção civil quer inserir essas pessoas no mercado de trabalho. Para alcançar esse objetivo, entidades do setor e empresas se uniram para capacitar e contratar os trabalhadores.

Ao mesmo tempo em que a empresa cresce e torna-se melhor, sonhos como o de aprender a ler e a escrever são realizados. Pessoas que estavam fora do mercado de trabalho por causa de uma deficiência terão a oportunidade de serem inseridas novamente. O servente João Evangelista Freitas de Castro, 43 anos, trabalha para a construtora Faenge, que está fazendo uma ação de alfabetização nos canteiros de obras. Há três meses, João começou a estudar. “Quero aprender a ler e a escrever e me dedicar mais aos estudos, que é a coisa mais importante na vida”, comenta João.

A professora Marly Moreira dá aula em canteiros de obras há 10 anos. Ela é contratada pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF). “Dou todas as aulas de 1ª a 4ª série para a turma e preparo os alunos para passarem para a 5ª série. Não é obrigado. Muitos não se interessam e tiram gracinha com a turma dizendo: 'Papagaio velho não aprende mais'. Mas, lá no outro canteiro de obras, temos alunos até de 60 anos que nem escreviam o próprio nome e hoje estão na 2ª, 3ª série.”

União para incluir pessoas com deficiência