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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A falsa corretora de imóveis que enganou Gabriel, o pensador


Um ano e quatro meses após se separarem, o cantor Gabriel, o Pensador e a atriz Ana Lima resolveram alugar o apartamento onde moravam com os dois filhos pequenos na praia de São Conrado. Em agosto do ano passado, por indicação de um amigo, negociaram com Tânia Soares dos Santos Dillon — que se apresentou como corretora — o aluguel do imóvel para um suposto empresário identificado como Francisco.

Segundo Ana, nesse momento começou um período de sofrimento. Três meses após o contrato ter sido assinado, a atriz desconfiou de que alguma coisa estava errada e, como não conseguia falar com a corretora, resolveu ir ao condomínio para tentar contato com Francisco. Mas teve uma surpresa: era a própria Tânia quem estava morando ali com a família.

— Como eu caí nessa? O que passou na minha cabeça? Eu agi de boa-fé. Que tamanha maldade é essa dessas pessoas? — questiona a atriz.
Tânia e seu marido, conhecido apenas como Olavo, são acusados de causar prejuízo superior a R$ 40 mil a Gabriel e Ana. Segundo a Polícia Civil, o casal pode ter praticado uma série de outros golpes a donos de apartamentos na Zona Sul do Rio de Janeiro. Eles são suspeitos de alugar imóveis na região em nome de clientes fantasmas. Os dois se apresentariam como corretores imobiliários.

Outros contratos

Gabriel e Ana registraram queixa na 15ª DP (Gávea), onde descobriram que o casal era acusado de ter praticado outros golpes. Em uma busca no imóvel, policiais encontraram diversos contratos de locação, que também podem ter origem ilícita.

— Apreendemos documentos e verificamos que havia contratos em nomes de outras pessoas. Entramos em contato e algumas disseram que haviam sido lesadas. Antes mesmo de cumprirmos busca e apreensão no apartamento, nós já havíamos identificado outros inquéritos sob o mesmo modo de agir na 15ª e na 14ª DPs. Já há uma indicação de que ela repete essas condutas — explicou a delegada Bárbara Lomba.

Fonte extra

Explode número de corretores. Clientes a beira de um ataque de nervos

"Precisa-se de corretor. Treinado, bem informado, com experiência e registro no conselho da categoria. O profissional deve ser interessado e, acima de tudo, conhecer os imóveis que vende e saber o real estado da documentação antes de mostrá-los aos clientes".

Até o final do ano, só o Rio de Janeiro deve ter 50 mil corretores até o final deste ano. A demanda é justificada pelo boom, mas como fica o cliente, ao se deparar com um vendedor sem registro ou despreparado?

Corretores mal vestidos, sem conhecimento de mercado, sem consguir dar respostas básicas para dúvidas dos clientes, que correm para a profissão atrás do sonho fácil. Acreditam nos anuncios que prometem riquesa e dinheiro fácil, sem detalhar, que, pra chegar lá é preciso trabalho e trabalho duro. Muitos desistem no meio do caminho, outros seguem na área atropelando, as vezes, noções básicas de ética e bom comportamento.

Os clientes já perceberam este cenário. Muitos ainda sentem na pele os efeitos desse quadro. O Globo foi as ruas e viu clientes a beira de um ataque de nervos. Leia aqui.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Enchentes desvalorizam imóveis em até 30%, mas recuperação é rápida

No verão, estados de alerta na cidade de São Paulo devido às chuvas são constantes. E não são poucos os bairros e regiões que sofrem com as enchentes. Nesse cenário, o mercado imobiliário tem dificuldade de comercializar nessas áreas e o preço dos imóveis afetados chega a cair até 30%.
“Toda região onde há enchente há desvalorização”, afirma o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto. Além da desvalorização, a dificuldade de comercialização aumenta. “Nessas regiões, a liquidez é menor, mesmo quando não há chuvas”, diz.

Na avaliação do presidente do Creci-SP, independentemente do imóvel ser novo ou velho, a desvalorização ocorrerá. Contudo, os impactos são mais profundos em imóveis maiores. “De qualquer maneira, vai ter desvalorização”.
 
Recuperação

Durante as chuvas, a demanda por imóveis em áreas que ficam alagadas constantemente registra forte queda. Contudo, assim como o valor, a procura se recupera em pouco tempo. “Depois de 120 dias, o pessoal já esquece e o mercado volta ao normal”, acredita Viana.
No longo prazo, Viana acredita até que possa ocorrer uma valorização das unidades, devido às perspectivas de melhorias na região. "Mas, para quem pensa em alugar, é fundamental se informar sobre os riscos de enchentes, pois as perdas com alagamentos ficam a cargo do inquilino", alerta.
Para ele, mesmo com todo esses estados de atenção, ainda que o mercado tenha dificuldades de fluir em muitas áreas afetadas pelas chuvas, ele não para totalmente. “Em cidades como São Paulo, os negócios não param”, afirma.
Essa movimentação deve-se, em grande parte, aos valores dos imóveis nessas regiões, mais baratos que nas áreas mais centrais. “Existem famílias que acabam adquirindo esses imóveis porque o preço acaba sendo o grande atrativo”, considera.
 
Vendas

De acordo com os dados do conselho, 256 apartamentos e casas usados foram vendidos na capital paulista em dezembro do ano passado pelas 509 imobiliárias consultadas pelo conselho.
A maioria das vendas se deu por financiamento - 53,18% do total -, sendo que 31,75% foram contratados na CEF (Caixa Econômica Federal) e 21,43%, em outros bancos. Já 1,19% das vendas ocorreu diretamente com o proprietário e 0,40%, por meio de consórcio. Já as vendas à vista totalizaram 45,24%.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Corretor e imobiliária respondem solidariamente

Sempre que surge algum problema na compra e venda de imóveis, a primeira pergunta que se faz é se o corretor de imóveis ou a imobiliária que intermediou tem alguma responsabilidade e, em caso afirmativo, no que consistiria.

O artigo 723 do Código Civil diz que "o corretor é obrigado a executar a mediação com diligência e prudência que o negócio requer, prestando ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento dos negócios; deve, ainda, sob pena de responder por perdas e danos, prestar ao cliente todos os esclarecimentos que estiverem ao seu alcance, acerca da segurança ou risco do negócio, das alterações de valores e do mais que possa influir nos resultados da incumbência".

Por isso, é bom ficar de olho na qualidade dos serviços oferecidos. Nem sempre o preço é o único indicativo a ser considerado.

Leia mais aqui

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

MP investiga emissão irregular de diploma para corretor imobiliário no MT

Uma denúncia de concessão irregular de diplomas do curso de corretor imobiliário oferecido por um centro de formação de Mato Grosso, cujo nome será preservado por enquanto, já está sendo investigada pela Promotoria da Defesa da Cidadania e do Consumidor.

Se forem comprovadas as suspeitas, a escola pode ter que sua autorização para funcionar. Segundo a notícia públicada no Olhar Direto, um dos sócios-proprietários da unidade de ensino faz parte do Conselho Estadual de Educação e do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado (Creci-MT), responsável pela emissão dos diplomas.
Os cursos nem chegariam a ser dados. Bastaria a matricula e uma prova.


Fonte - Olhar Direto