sábado, 29 de janeiro de 2011

Aluguel já acumula variação de 11,50% em 12 meses

A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou, nesta sexta-feira (28), a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao mês de janeiro (medido entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual). O índice, que é o principal balizador para o reajuste de aluguéis, já acumula variação de 11,50% em 12 meses. No primeiro mês do ano, a inflação é de 0,79%, maior que a apurada em dezembro, quando o índice variou 0,69%.

Em janeiro, o IPA (Índice de Preços por Atacado) registrou aceleração, passando de 0,63% para 0,76%. O INCC (Índice Nacional da Construção Civil), por outro lado, apresentou inflação menos intensa, de 0,37%, contra 0,59% da última medição.
A categoria de mão-de-obra chegou a 0,32% na apuração atual, enquanto o índice que capta o custo de materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,42%.

Altas e baixas

No que diz respeito ao IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que também integra o IGP-M, este apresentou inflação maior no período estudado, ficando em 1,08%, contra 0,92% um mês antes.

A principal contribuição para o resultado do índice veio do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,42% para 2,75%), com impacto dos item cursos formais (0,00% para 4,64%).

Os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,48% para 0,53%), Transportes (0,57% para 1,94%) e Despesas Diversas (0,44% para 0,95%) também aceleraram, contribuindo para o resultado do índice.
Por outro lado, Alimentação (1,96% para 1,47%), Habitação (0,43% para 0,22%) e Vestuário (0,87% para 0,35%) registraram movimento contrário no primeiro mês do ano.

IGP-M

O cálculo do IGP-M é composto pelo IPA, IPC e INCC. Os indicadores medem itens como bens de consumo (alimentos) e bens de produção (matérias-primas, materiais de construção), além dos preços de aluguéis, condomínios, transportes, dentre outros.

O IGP-M mede os níveis de inflação para toda a população, envolvendo todos os níveis de renda. Esse índice é utilizado para reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas e planos de saúde (no caso dos contratos mais antigos).

Fonte: InfoMoney

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